
Juca de Godoy, cujo nome verdadeiro era José Teófilo de Godoy, nasceu em Bagagem, em 1884 e assistiu, segundo ele mesmo contava o assentamento dos trilhos da ferrovia em Araguari. Era filho de Teófilo de Godoy (portanto sobrinho do coronel Bento) e de Olga Dutra. Seu pai foi o primeiro brasileiro a buscar na Índia o gado zebu. Juca estudou no Estado de São Paulo, onde concluiu o curso colegial. Mas foi no Rio de Janeiro que se formou em Engenharia. Depois de andar pelo Sudoeste de Goiás medindo fazendas, veio para Caldas Novas aos 22 anos, em 1906, a convite do seu tio Bento, onde permaneceu até a morte.
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Em Caldas Novas fez de tudo. Trabalhou como caixeiro da loja de seu tio, fotógrafo amador, operador de máquina de cinema, farmacêutico prático, auxiliar de gerente de hotel, poeta, excelente orador, cronista, contista e jornalista.
Foi serventuário da justiça, com tabelionato; foi prefeito (o terceiro) e vereador em diversas legislaturas. Pode-se dizer que Juca de Godoy marcou sua presença em Caldas, especialmente em três pontos: o plano urbanístico da cidade (o centro de Calas hoje), projetando e implantado por ele durante a gestão de Bento de Godoy, em 1912, com ruas amplas e logradouros bem dimensionados; o trabalho preliminar de implantação da ponte São Bento e a administração local de sua construção, concluída em 1920 e a locação e abertura da estrada para Ipameri, com o cálculo e execução de todos os cortes que o relevo exigia que fossem abertos. Juca viveu noventa e um anos, morrendo em 1974.
